28 de Fevereiro de 2011
Três vitórias, dezoito gols e algumas ponderações.
Foi um começo de temporada péssimo, dos piores da história. A sequência de quatro derrotas seguidas nos quatro primeiros jogos do Vasco no ano trouxeram mais que piadinhas sobre pontos: causaram uma semi-revolução dentro do grupo vascaíno, fazendo com que o departamento de futebol e a diretoria do clube tivesse de arregaçar as mangas e desse início a um verdadeiro processo de varredura em São Januário. Zé Roberto foi para o Internacional, descontente (de forma justa) com os salários atrasados. O Técnico PC Gusmão não resistiu à sequência de derrotas, e foi demitido. Carlos Alberto, que quase chegou às vias de fato com o presidente Dinamite, ficou totalmente sem clima e acabou emprestado ao Grêmio, onde o meia pôde se reencontrar com Renato Gaúcho, seu primeiro técnico. Por último, a contratação de Ricardo Gomes como novo técnico, após alguns dias de indefinição e muitas negativas de outros profissionais.
Surge então a primeira vitória, diante do frágil Americano de Campos. Naquele momento, o efeito imediato da vitória, por 3 x 0, foi basicamente de alívio. Não importava para o torcedor vascaíno, naquele domingo, se a vitória foi justa, se o time jogou bem taticamente, se a defesa deixou de ser vazada. Naquele dia, só o que importava era ter vencido pela primeira vez.
Ao torcedor vascaíno, cabia a dúvida: que significado teria essa vitória, dali em diante? Devido à fragilidade do adversário, ninguém estava seguro de que o Vasco estivesse passando por um ponto de inflexão, uma virada verdadeira. Após uma golear de forma impiedosa o América-RJ por 9x0 e o Comercial-MS por 6x1, somente uma conclusão pode ser tirada sem serem necessárias ponderações sobre a fraqueza dos adversários: a de que os jogadores estavam, agora, jogando com seriedade e coletivamente. Foi inegável a brutal diferença de postura do time dentro de campo. Todo mundo voltou a correr, a aparecer para tabelas, jogadas de linha de fundo, ajudar na marcação, etc. Nesse cenário, fica praticamente impossível negar que havia algo de muito errado dentro do grupo vascaíno, problemas extra-campo que estavam interferindo diretamente nos resultados dentro das quatro linhas.
Deve-se, também, destacar um efeito colateral pra lá de positivo nessa nova cara do Vasco, após as dispensas dos atletas citados e do técnico anterior: jogadores que estavam desacreditados, fadados ao banco de reserva ou a um empréstimo, passaram a ter novas chances. Faz sentido acreditar que os resultados elásticos conseguidos pelo time da Colina estão mais ligados a essa nova injeção de ânimo dada aos jogadores do que propriamente à qualidade do elenco cruzmaltino. É evidente que vencer por goleada é muito bom, pra torcida, pro grupo, pra diretoria. Todos sabem, porém, que os adversários que foram derrotados não servem de parâmetro para o que vem por aí na temporada: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. Não por acaso, a diretoria segue em busca de novos reforços, especialmente para setor de criação e para o ataque. Diego Souza, ex-Palmeiras/Grêmio/Fluminense surge como novo forte e pode pintar a qualquer hora em São Januário. É um bom sinal de que, apesar dos últimos resultados expressivos, a diretoria sabe que alguns destes jogadores que estão destruindo adversários frágeis não serão capazes de fazer algo parecido contra times de maior expressão – mas que, pelo menos, podem servir para compor o elenco vascaíno com dignidade.
14 de Fevereiro de 2011
A goleada e a reciclagem
Anormal. Não existe outra palavra para definir um jogo que termina com o placar de 9x0. Tudo que foi tentado pelo lado vascaíno deu certo; pelo lado do América, ocorreu provavelmente a maior combinação de trapalhadas e falhas grosseiras em um único jogo de campeonato estadual. Abusando das jogadas pelas laterais, com toques rápidos e tabelas curtas, a equipe vascaína construiu, logo no primeiro tempo, a goleada. No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou novo fôlego em campo, visando impedir assim que o ritmo vascaíno caísse. E assim aconteceu. Mais quatro gols e uma goleada histórica.
Dadas as circunstâncias ímpares dessa vitória, e suas devidas particularidades (fraqueza do adversário, falhas individuais em vários gols cruzmaltinos e boa dose de sorte a favor do Vasco), restaram dessa partida algumas observações. Em primeiro lugar, nota-se a continuidade do processo de recuperação da auto-estima do grupo de jogadores da Colina. Qualquer torcedor cruzmaltino sabe das limitações do elenco, da falta de qualidade em algumas posições e de alguns atletas. Neste caso, cabe avaliar: a claríssima a mudança de postura dos jogadores vascaínos, correndo mais, ocupando espaços e dando opções para seus companheiros. Em segundo lugar, o mais intrigante: sete dos nove gols saíram de jogadores que disputaram a Série B de 2009 (Ramon, Fagner, Enrico e Jeferson pelo Vasco e Caique pelo Guarani). Ramon e Enrico marcaram dois gols cada um. Importante observar que, destes jogadores citados, somente Fagner teve um bom ano defendendo a camisa do Vasco. Acompanhe quadro a seguir:
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Jogador
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2009
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2010
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Enrico
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Poucas e péssimas atuações pelo Vasco.
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Emprestado ao Coritiba, destacou-se na série B.
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Jeferson
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Poucas atuações pelo Vasco, muitas lesões.
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Emprestado ao Avaí, teve atuações irregulares, mas marcou gols importantes.
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Caíque
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Destaque da Série B pelo Guarani.
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Contratado como promessa, junto ao Guarani, não conquistou seu espaço.
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Ramon
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Um dos melhores jogadores na campanha do acesso.
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Sequência incrível de lesões, praticamente não jogou.
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Fagner
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Conquistou vaga de titular durante a série B.
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Fez um bom campeonato pelo Vasco, titular absoluto.
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Caso se confirme a recuperação do Vasco da Gama no segundo turno no campeonato estadual e, especialmente a recuperação técnica destes jogadores citados, terá surgido aí uma boa fonte de esperança para o torcedor cruzmaltina: a capacidade de reciclar e aproveitar os jogadores que já fazem parte do grupo. Para um clube com imensas dificuldades financeiras, em um mercado interno com poucas opções de bons jogadores, é imprescindível que se extraia o melhor de cada jogador do elenco. Imprescindível e, economicamente, viável.
07 de Fevereiro de 2011
A primeira vitória e um novo início de temporada.
Demorou, mas chegou. A primeira vitória vascaína em 2011 aconteceu na tarde deste domingo, em São Januário. Marcel, Dedé e Jéfferson foram os responsáveis pelos gols que decretaram a vitória por 3x0 sobre o Americano. Em que pese a notável fragilidade do adversário, incapaz de criar jogadas e ocupar os espaços deixados pela equipe cruzmaltina, a importância desta vitória vai muito além dos três pontos na tabela – O Vasco já está eliminado da Taça Guanabara desde a derrota para o Flamengo.
Na semana em que muitas decisões drásticas foram tomadas na Colina (a volta de Felipe ao grupo, a saída de Carlos Alberto e a chegada do Novo técnico Ricardo Gomes, etc..), o triunfo sobre o Americano de Campos tem significado amplo: é como se a temporada 2011 pudesse, enfim, ter início em São Januário. Embora já estejamos no início de fevereiro, a crise que se instaurou na equipe cruzmaltina no mês de janeiro acabou promovendo alterações relevantes no planejamento vascaíno. As saídas de PC Gusmão, Carlos Alberto e Zé Roberto (todas em janeiro) acabaram por quase sepultar qualquer conceito de “manutenção de base” que a diretoria vascaína pudesse levar em conta. Boa parte da equipe, principalmente do meio-campo para frente foi alterada. Na prática, é como se só agora, em fevereiro, o elenco do Vasco estivesse sendo montado.
No mercado da bola, a diretoria se movimenta buscando reforços para o setor de criação e, especialmente, o ataque. Não é segredo para ninguém que o Vasco tenta, desde o fracasso colorado no Mundial de Clubes, contratar o centroavante Alecsandro. Outro nome que é dado como certo é o do meia-atacante Leandro, atualmente no Grêmio. Espera-se que, no decorrer desta semana, as negociações evoluam e o Vasco possa iniciar a Taça Rio com algum esboço de time base. Afinal, muito mais importante do que fazer um bom turno de campeonato carioca é fazer uma boa base para o restante da temporada – onde os adversários são muitos mais fortes que Resende, Volta-Redonda, Americano. Que comece 2011.
04 de Fevereiro de 2011
Um ponto, muitas interrogações.
Não foi desta vez que a equipe vascaína saiu de campo com uma vitória em 2011. Nesta quinta-feira, em São Januário, o Vasco da Gama recebeu o Volta Redonda, buscando dar início a uma recuperação – em termos de resultado e em termos de auto-estima. Sem contar com Carlos Alberto e Felipe – o último será reintegrado ao grupo, enquanto o primeiro acaba de ser emprestado ao Grêmio – o técnico interino Gaúcho escalou a equipe num capenga 4-3-3. No meio-campo, Rômulo e Eduardo Costa carregavam o piano, deixando toda a responsabilidade de criação ao, digamos, pouco cerebral Jéferson. No ataque, Éder Luís e Misael eram encarregados de servir ao centroavante Marcel. Demonstrando muita vontade e abusando da falta de pontaria, a equipe vascaína foi para o intervalo recebendo mais aplausos do que vaias de seus torcedores, pela primeira vez na temporada. A sensação era de que o gol sairia a qualquer momento.
Iniciada a segunda etapa, o cenário permaneceu parecido. A equipe cruzmaltina buscava o gol, tinha maior posse de bola, mas esbarrava em suas próprias fraquezas: a falta de qualidade de seus jogadores de frente e o evidente nervosismo que tomava conta de toda a equipe. Conforme os minutos passavam, os passes se tornavam menos precisos e as finalizações mais precipitadas. Como diz o jargão do futebol, a bola passou a “queimar” no pé dos jogadores vascaínos. Ainda assim, sem muito capricho na criação das jogadas, não faltaram oportunidades para que o Vasco abrisse o placar. Foram diversas as oportunidades desperdiçadas por pura falta de pontaria. Ao final do jogo, 0x0 emblemático. A fase vascaína é tão ruim que, mesmo se vencer, ficou a impressão que “o pior já passou”. Houve quem destacasse, por exemplo, que pela primeira vez no ano, a equipe não sofreu gols.
Fora das quatro linhas, a principal notícia do meio de semana foi a contratação de um técnico: Ricardo Gomes. Após uma passagem sem grande sucesso pelo São Paulo, Ricardo Gomes estava sem clube desde a eliminação são-paulina na Taça Libertadores de 2010. Ao chegar, Ricardo Gomes deu sinais de que pretendia contar com Felipe e Carlos Alberto. Carlos Alberto já se foi. Está nas mãos de Ricardo Gomes, junto à diretoria, dar cara a esse esfacelado time e elenco vascaíno. Novas contratações são aguardadas ainda nos próximos dias e o principal nome que surge é do gremista Leandro - atacante que passou quase todo o ano de 2010 no departamento médico e não produziu nada dentro de campo pela equipe gaúcha. Praticamente um Carlos Alberto. Este é o resumo do início de temporada vascaíno: um ponto conquistado e muitas interrogações.
31 de Janeiro de 2011
Um janeiro para ser esquecido
Flamengo e Vasco entraram em campo neste domingo, no Engenhão, atravessando momentos absolutamente distintos – dentro e fora do campo. Dentro das quatro linhas, enquanto o Vasco da Gama vinha de três derrotas, a equipe da Gávea acumulava de três vitórias seguidas no campeonato estadual e um título da Copa São Paulo de Juniores. Fora delas, o abismo também era notável: enquanto a diretoria rubro-negra conseguiu repatriar Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e o goleiro Felipe, os dirigentes vascaínos trouxeram jogadores discutíveis como o volante Eduardo Costa, o atacante (ex-Ceará) Misael e, ainda por cima, perdeu Zé Roberto para o Internacional-RS. Não bastassem todas essas disparidades relativas às atividades corriqueiras de um clube em início de temporada (chegadas e saídas de jogadores, montagem de uma nova equipe, etc), a equipe da Colina viveu, justamente às vésperas do “Clássico dos Milhões”, a semana mais conturbada de sua história recente, desde o rebaixamento em 2008. Conforme esperado, e previsto no post anterior, um verdadeiro terremoto tomou conta da Colina histórica, com a demissão do técnico PC Gusmão e o afastamento de Carlos Alberto e Felipe.
Partindo desse cenário, restava aos vascaínos mais esperançosos os velhos chavões: “Clássico é clássico”; “quem vem de crise costuma ganhar clássico!” e “eles vão entrar de salto alto”. Bobagem pura. Infelizmente para os vascaínos, o futebol não é tão aleatório assim. Em um primeiro tempo com cara de jogo-treino, o Flamengo teve amplo domínio da posse de bola e inúmeras chances de gols. Aproveitando-se se uma defesa confusa, totalmente perdida em uma espécie de “linha-burra permanente”, a equipe rubro negra conseguiu fazer 2x0 antes do intervalo – sem fazer muita força. Para completar a desgraça cruzmaltina, o segundo gol, marcado por Thiago Neves teve direito a chapéu no goleiro Fernando Prass. A essa altura, nove entre dez vascaínos temiam pelo pior: uma goleada histórica – tamanha a facilidade dos gols rubro-negros.
Iniciada a segunda etapa, o que se viu, no entanto, não foi exatamente isso: um Flamengo acomodado passou a dar espaço para o Vasco que, na base da transpiração, passou a ameaçar (sutilmente) a meta do goleiro Felipe. É preciso, entretanto, destacar a importância das mexidas dos treinadores: Luxemburgo tirou de campo seu melhor jogador, Thiago Neves, causando uma notável queda de ímpeto ofensivo pelo lado rubro-negro. Gaúcho, por sua vez, tirou de campo o preguiçoso lateral Ramon e o nada versátil volante Allan. Em seus lugares, respectivamente, entraram Márcio Careca e Misael. O primeiro participou ativamente do jogo, buscando tabelas e ajudando a brecar os possíveis contra-ataques de Léo Moura. Misael, por sua vez, deu velocidade aos ataques do Vasco – uma vez que o Éder Luiz de 2010 ainda não voltou de férias para exercer esta função. Somando o maior esforço coletivo da equipe vascaína no segundo tempo à nítida acomodação flamenguista diante do resultado obtido na primeira etapa, o gol de honra vascaíno acabou ocorrendo naturalmente. E foi só. Quarta derrota seguida para o Vasco, eliminado da Taça Guanabara. Nada mais, nada menos do que essa escalação vascaína fosse capaz, ou mesmo merecedora. Cabe agora, à diretoria vascaína, através de reforços e de organização interna, garantir ao torcedor vascaíno que estas primeiras apresentações do ano não passem de uma péssima primeira impressão. A pior primeira impressão das últimas décadas.
28 de Janeiro de 2011
À deriva
A equipe do Vasco entrou em campo nesta quinta-feira tentando apagar a péssima impressão deixada pelas duas primeiras apresentações no campeonato carioca. Escalada com aquilo que (infelizmente) tem de melhor, a equipe cruzmaltina pôde contar, pela primeira vez na temporada, com o seu melhor zagueiro, Dedé e com o novo volante, o repatriado Eduardo Costa. Diante do Boa Vista, com a equipe completa e vindo de duas derrotas consecutivas, parecia o cenário perfeito para que a equipe desse início a uma campanha de recuperação. Bastaram, porém, dezesseis minutos para o torcedor vascaíno voltasse a viver seu pesadelo. Em uma cobrança de falta que não foi desviada por nenhum atacante adversário, tampouco interceptada por algum defensor vascaíno (e aqui inclui-se o goleiro Fernando Prass), o Boa Vista abriu o placar. Pronto. A partir dali, assistir ao restante da partida era como assistir à reprise de derrota vascaína para o Nova Iguaçu.
Dentro de campo, o que se via era um Vasco perdido, sem capacidade de organizar seus ataques, sem nenhum poder de marcação e totalmente desprovido de controle emocional. A falta de confiança se fazia notável quando, por exemplo, o sempre impetuoso Éder Luiz conseguia se desvencilhar da marcação, ficava de frente para o gol e....nada fazia. O Éder Luiz de 2010, ao menor espaço que conseguisse, não pensaria duas vezes. (Clique aqui para ver um exemplo disso). No setor de criação, nenhuma novidade: Felipe e Carlos Alberto nada fizeram. O primeiro, em permanente estado de litígio com a torcida e com seu técnico, foi substituído por Jeferson ainda no primeiro tempo. Como de costume, Felipe voltou a criticar a torcida, alegando que “os verdadeiros vascaínos não abandonaram a equipe nem quando o time caiu para a série B”. Comparação mais que ridícula. Aparentemente, Felipe espera que o torcedor assista seu time ser humilhado pelos pequenos do estado do Rio de Janeiro e sorria. E aplauda. E cante. Fica claro, a cada dia que passa, que Felipe não suporta mais jogar pelo Vasco da Gama.
Terminada a partida, com placar final de 3x1 para o Boa Vista, deu-se continuidade ao martírio vascaíno fora de campo. Se, antes do apito final, o torcedor vascaíno gritava “olé” ao ver seu time ser dominado pelo adversário, o que se viu após o apito final não foi nada amistoso. Gritos de “Adeus, PC!” dominavam as arquibancadas. Para piorar, como se tratava de uma rodada dupla no estádio do Engenhão, os vascaínos ainda tiveram de aturar gozações de torcedores tricolores, que chegavam ao estádio para assistir ao jogo das 19h30. Nos vestiários, o clima de funeral deu lugar a um clima de tensão. Segundo informações via twitter do jornalista da Rádio Tupi, Wagner Menezes, o presidente Roberto Dinamite teria discutido com Carlos Alberto ainda no vestiário. É possível que, ainda hoje, sejam tomadas medidas drásticas no clube, como afastamento de jogadores e/ou demissão do técnico, por exemplo.
Ao torcedor vascaíno, resta aguardar os novos desdobramentos dessa crise. Que o presidente Roberto Dinamite, junto com sua cúpula, tome as decisões corretas. Somente dessa forma, a nau vascaína poderá recuperar seu rumo. No momento – assim como nos últimos muitos anos – ela está à deriva.